Semear livros

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imagem do site: senado.gov.br

Artigo da ministra Ana de Hollanda e do presidente da FBN Galeno Amorim. Publicado no Jornal O Globo em 29/04

Semear livros

Monteiro Lobato, que no último dia 18 de abril completaria 130 anos, continua tão vivo na memória do povo brasileiro que acaba de ser confirmado como o escritor mais admirado do Brasil. Tal fenômeno, num lugar onde o índice de leitura ainda está aquém do satisfatório, deve-se à marcante presença de sua obra para sucessivas gerações. Foi ele quem inventou a literatura infantil e o próprio negócio do livro no Brasil, além de apregoar que precisávamos ler mais para termos um país melhor.

Além dessa admiração dos brasileiros de todas as idades por Lobato, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, traz outras revelações. A boa notícia é que mostra a consolidação do fato de a média nacional de leitura ter dobrado na última década (de apenas 1,8 livro por habitante/ano em 2001 para os atuais quatro livros).

A má notícia vem justamente dessa consolidação – entre 2007 e 2011 os índices de leitura se mantiveram no mesmo patamar, e até caíram um pouco, quando o que se precisava era justamente o contrário: uma ascensão contínua. Ou seja, o Brasil continua a ler pouco, e ainda temos cem milhões de brasileiros que não leem um livro sequer.

Para cativar leitores e, sobretudo, os não leitores, é necessário um conjunto de ações, que se por um lado deve atuar no sentido de melhorar – e, em muitos casos, dar alguma habilidade leitora a uma parte substancial da população que está distante dos livros, de outro é imprescindível que se dê acesso àqueles leitores ávidos por tê-los à mão.

É aí que entra o papel da biblioteca pública! Mas como cumpri-lo se só um entre cada dez brasileiros vai com frequência a uma delas e nada menos do que metade da população jura que nada será capaz de fazer com que entre em uma delas? Dentre as queixas mais comuns ouvidas pelos entrevistadores do Ibope estão a falta de livros novos, ou em boas condições, e deficiências nos acervos.

Esses fatores, além da difícil acessibilidade, são responsáveis por afastar as pessoas das bibliotecas. Apesar de a maioria dos entrevistados saber da existência de bibliotecas em suas cidades ou bairros, mesmo assim três em cada quatro deles não as frequentam (!), um índice exageradamente alto. Por outro lado, sabe-se que não há país desenvolvido no mundo que tenha alcançado essa posição sem, antes, ter solucionado a questão do acesso à educação de qualidade, à cultura e, particularmente, à leitura.

O tema biblioteca está no topo dos investimentos em políticas públicas do livro e leitura que o Ministério da Cultura e a Fundação Biblioteca Nacional anunciaram em abril. Mas não basta construir e implantar mais bibliotecas ou recompor os desatualizados acervos desses equipamentos culturais (embora 20% dos leitores digam que o simples fato de haver livros novos os estimularia a ir até uma biblioteca). Por isso, além de criar, de forma inédita, um programa que já começa ampliando e atualizando o acervo de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias, com obras escolhidas por elas próprias, serão anunciados novos programas para investir na formação dos bibliotecários.

E, ao mesmo tempo, milhares de jovens e professores e bibliotecários aposentados serão contratados este ano para atuar nas comunidades, inclusive rurais, como agentes de leitura, que vão de casa em casa levar os livros e, com eles, um novo horizonte em suas vidas.

Quem sabe, assim, nos anos vindouros só boas notícias possam ser dadas ao se anunciar os novos Retratos da Leitura no Brasil. Afinal, somente a leitura formará cidadãos com consciência crítica, e só a leitura, a literatura e o livro, uma nova legião de Lobatos, agora e no futuro.

ANA DE HOLLANDA é ministra da Cultura.GALENO AMORIM é presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Fonte: Portal da Cultura

Palestra de abertura do XIV EREBD SUL Florianópolis, SC

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Palestra de abertura do XIV EREBD SUL Florianópolis, SC A Formação do Bibliotecário e o Futuro! com o Prof. Francisco das Chagas de Souza.

“Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais.

EPICURO Carta sobre a felicidade (a Meneceu) pg.33

 

II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica

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Será realizado de 28 de maio a 1º de junho de 2012, no Centro de Convenções CentroSul, em Florianópolis. O evento, que busca levantar propostas que integrem a plataforma mundial de educação, contará com debates, conferências, oficinas, Mostra de Inovação Tecnológica, Mostra de Artes Visuais, Mostra de Pôsteres, Feira Gastronômica, Feira de Economia Solidária e Feira do Livro.

Faltando cerca de um mês para o início do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, a Secretaria Executiva disponibiliza a programação oficial do evento. Durante cinco dias, serão quatro conferências, nove debates, quatro observatórios, além de cerca de 180 atividades autogestionadas – propostas por integrantes do Comitê Organizador – e 150 atrações culturais. Além disso, o Fórum contará com Feira de Economia Solidária, Mostra de Inovação Tecnológica, Feira Gastronômica, Feira do Livro e Mostra de Pôsteres.

Entre conferencistas, debatedores e mediadores, serão 29 convidados internacionais e 39 nacionais. Os estrangeiros virão de países como Portugal, Inglaterra, Uruguai, México, Colômbia, Argentina, Estados Unidos, Ruanda, Espanha, Chile e Canadá.
A secretária executiva do Fórum, Waléria Külkamp Haeming, explica que até o evento pode haver pequenas alterações. “Aguardamos algumas confirmações, o que pode gerar alguma mudança”, conta.
Até o dia 4 de maio, a Secretaria Executiva irá divulgar as atividades autogestionadas e os pôsteres selecionados. O local onde ocorrerá cada programação também será divulgado em breve.
Clique aqui para visualizar a programação oficial.

Pais precisam se envolver com a vida de seus filhos na internet

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Foto do site: http://www.infragard-etn.org/

Professor de Harvard diz que, por falta de intimidade com as novas mídias, responsáveis deixam de preparar as crianças para o mundo digital

MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO

Atordoados com um desenvolvimento tecnológico que não conseguem acompanhar na mesma velocidade que seus filhos, os pais vêm se abstendo de prepará-los para o universo digital, deixando-os expostos a riscos.

O diagnóstico é de Michael Rich, 58, professor do Centro de Mídia e Saúde Infantil da Universidade Harvard e um dos maiores especialistas americanos nas interações de crianças com mídias diversas.

Ele veio ao Rio na última quinta para fazer uma palestra no 1º Encontro Internacional sobre o Uso de Tecnologias da Informação por Crianças e Adolescentes, organizado pela Universidade do Rio de Janeiro (Uerj).

“Os pais precisam engolir seu orgulho e se tornar aprendizes dos filhos na parte técnica, para que possam ser seus professores na parte humana”, disse Rich à Folha.

Pai de quatro filhos (os mais novos têm cinco e sete anos), Rich tem um site (cmch.typepad.com/mediatrician) no qual tira dúvidas dos pais.

Em entrevista à Folha, ele falou sobre como busca introduzir dados científicos em uma discussão que ainda é guiada por valores morais.

Folha – As crianças estão sendo apresentadas à tecnologia cada vez mais cedo. Isso é ruim?

Michael Rich – Não, mas também não é bom. O problema é que os pais dão essas ferramentas para as crianças não porque elas precisem ou saibam usar, mas por causa da pressão social e das próprias crianças. Os filhos dizem “eu quero um iPhone porque todos os meus amigos têm um”. Assim como você pensa em quando deve mostrar para uma criança o que é uma serra elétrica, deveria considerar quando e como vai apresentar a televisão, a internet, os celulares.

Há uma idade certa para as crianças serem apresentadas às mídias?

Varia de acordo com cada mídia e cada criança. Escolhemos ferramentas diferentes dependendo da idade, do estágio de desenvolvimento e das necessidades.

Temos pesquisas que mostram que, antes dos 30 meses, crianças não aprendem muito por meio de telas. Conseguem assistir e imitar o que veem, mas não identificam aquilo como uma representação de uma realidade tridimensional. O melhor software para as crianças está entre as orelhas delas: é o que se coloca na cabeça delas em termos do que elas são como pessoas e como cidadãos.

O sr. diria que os pais em geral têm noção dos riscos que a exposição das crianças à tecnologia pode trazer?

De modo algum. Eles não têm a menor ideia, muitas vezes porque não querem saber. Eles sentem que as crianças sabem muito mais do que eles, porque são nativos digitais, enquanto os pais são imigrantes digitais, acabaram de chegar, não falam a língua, não entendem o lugar. Os pais estão acostumados a ser os experts da família e sabem que, nesse ambiente, não o são, então decidem não comprar essa briga, apenas dão o laptop, o celular e pensam “desde que eles estejam no quarto, não vão se meter em problemas”, o que é um erro.

Como eles podem se envolver na vida digital de seus filhos e até que ponto devem fazê-lo?

Os pais precisam se envolver com a vida digital de seus filhos tanto quanto se envolvem com a vida fora da rede. Um pai não deixaria o filho ir a uma festa em uma casa na qual não sabe se vai haver bebida, drogas, armas. Do mesmo modo, não deveria deixar o filho desacompanhado na internet. Como os pais não sentem-se confortáveis na internet como seus filhos, os egos atrapalham. Eles precisam se permitir ser os aprendizes. Precisam sentar e jogar videogame com eles, aprender a parte técnica e, aproveitando essa posição de vulnerabilidade, discutir outros temas.

Mas como lidar com o fato de que os jovens sabem esconder dos pais o que fazem na internet?

A educação que recebem quando crianças é fundamental, aí se formam os adolescentes que serão. É preciso construir neles respeito por si mesmos e pelos outros. Isso vai se traduzir em comportamentos saudáveis na web. Tentar policiar ou pegá-los em flagrante nunca vai funcionar, eles sempre vão conseguir contornar as regras.

Os pais têm de superar a distinção que fazem entre educação, que levam muito a sério, e entretenimento, que tratam como se fosse um momento em que as crianças desligam o cérebro.

Fazemos grandes esforços para mandá-los para as melhores escolas e achamos que, quando voltam e ficam jogando “Call of Duty” [um dos mais populares jogos de tiro] por três horas, não estão aprendendo nada, mas estão.

Falando dos problemas da exposição de modo mais específico, quais seriam os mais frequentes?

As crianças se metem em problemas porque acham que são anônimas ou não rastreáveis na internet. Fazem coisas naquele ambiente que nunca fariam pessoalmente, porque têm essa ilusão de que ninguém pode identificá-las.

De uma perspectiva médica, os dois maiores problemas são a obesidade e a ansiedade. A obesidade é um problema mundial, gerado por estilos de vida pouco ativos e pelo marketing.

Do lado da ansiedade, as crianças são cada vez mais pressionadas a fazer mais, conseguir mais, mais rapidamente. Nos EUA, é recorde o número das que recebem medicação psiquiátrica por problemas de déficit de atenção, ansiedade, depressão.

Em sua palestra, o sr. disse que os pais não deixam que as crianças fiquem entediadas, e que isso é ruim. Por quê?

O cérebro humano busca novidades, sentir e experimentar novas coisas. O problema é que, se formos constantemente estimulados pela televisão, pelos videogames e pela internet, nunca aprendemos a ser reflexivos, criativos, a buscar a novidade dentro de nós. É preciso tédio para chegar lá. Sair de casa também funciona. A natureza é um grande estimulante.

Os pais deveriam proibir que os filhos usassem celulares e internet em algum momento?

Conheço gente que determina uma espécie de pausa digital semanal, um dia no qual desliga tudo por 24 horas. E as famílias que fazem isso sentem-se incrivelmente libertas, porque seus membros passam a interagir, conversar uns com os outros, coisas que nunca fariam se estivessem com seus iPhones, laptops ou TVs.

Há alguma mídia que tenha comprovadamente mais efeitos negativos sobre a saúde das crianças?

Para problemas específicos há algumas mídias que interferem mais do que outras. Por exemplo, a televisão pode estar mais ligada à obesidade, por conta da imobilidade, e os videogames causam um aumento da ansiedade, porque você fica em um estado de adrenalina constante. Mas isso varia muito entre crianças.

Esse discurso sobre os perigos das mídias pode ser sequestrado pelo discurso político mais conservador?

Sem dúvida. Invariavelmente os políticos usam isso a partir de um ponto de vista moral, “as crianças não devem ver pessoas nuas, não devem ver violência”, e a solução deles é restringir, censurar. Não acho que criar leis resolve a questão, o que resolve é educar.

Fonte: Folha Mundo

Brasil é o país homenageado na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá

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O Brasil está sendo o país homenageado na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, que acontece até o dia 1º de maio. O pavilhão do Brasil abriga vários espaços de exposição, não apenas de livros. Neste local, acontecerá o ciclo Aquarela Brasileira, com debates, mesas redondas, presença de autores brasileiros e homenagens a, por exemplo, os centenários de Jorge Amado e Nelson Rodrigues. O espaço abriga ainda duas exposições: “Cora Coralina: Coração do Brasil” e “Clarice Lispector: a hora da estrela”.

* Com informações de Profa. Flávia Rosa

Fonte: ABEU

Literanoite recebe escritora Marta Martins para incentivar leitura nesta quinta-feira (26)

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creditos: foto de leituracatarinense.blogspot.com

O Projeto Cultural Literanoite chega nesta quinta-feira (26) a 6ª edição com a palestra da escritora de livros infanto-juvenis Marta Martins. O encontro tem entrada gratuita e acontecerá às 19h30min, no Theatro Adolpho Mello, no Centro Histórico.

A iniciativa busca outras possibilidades, além da Biblioteca Pública, para incentivar a leitura, sobretudo de literatura. O Literanoite representa um estímulo ao exercício dialógico entre literatura, leitura, cultura, escritores, publicações, editoras, alunos e público participante.
Marta Martins é professora de língua portuguesa, bibliotecária, escritora, contadora de história e cantora. Entre 2009 e 2011, desenvolveu oficinas no Projeto Ônibus Biblioteca, da Prefeitura de São Paulo. Já ministrou palestras, cursos, atividades e contação de histórias. Entre as obras escritas por Marta Martins estão: “Maricota e Cocota” (com cd), “Brincar de Verdade” (com CD), “Semana Suada”, “Maria Mania” e “Meu Pequeno Grande Mestre”.
O Projeto Cultural Literanoite chega nesta quinta-feira (26) a 6ª edição com a palestra da escritora de livros infanto-juvenis Marta Martins. O encontro tem entrada gratuita e acontecerá às 19h30min, no Theatro Adolpho Mello, no Centro Histórico.
A iniciativa busca outras possibilidades, além da Biblioteca Pública, para incentivar a leitura, sobretudo de literatura. O Literanoite representa um estímulo ao exercício dialógico entre literatura, leitura, cultura, escritores, publicações, editoras, alunos e público participante.
Marta Martins é professora de língua portuguesa, bibliotecária, escritora, contadora de história e cantora. Entre 2009 e 2011, desenvolveu oficinas no Projeto Ônibus Biblioteca, da Prefeitura de São Paulo. Já ministrou palestras, cursos, atividades e contação de histórias. Entre as obras escritas por Marta Martins estão: “Maricota e Cocota” (com cd), “Brincar de Verdade” (com CD), “Semana Suada”, “Maria Mania” e “Meu Pequeno Grande Mestre”.
6ª edição Projeto Cultural Literanoite
Data: quinta-feira (26)
Hora: 19h30min
Local: Theatro Adolpho Mello, no Centro Histórico.

Entrada franca.
SECRETARIA EXECUTIVA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Workshop – Ferramentas para uma escrita teatral contemporânea

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Clique na foto para ampliar

Ministrante: Karine Cupertino.

Quando: 7 de maio a 9 de julho, às segundas-feiras, das 19h às 21h.

Local: Na Casa – Coletivo Artístico (rua José Francisco Dias Areias, 359, Trindade)

Carga Horária: 20 horas.

Público alvo: pessoas já envolvidas com teatro, artes visuais ou literatura

Contato: cptkarine@gmail.com

Objetivo: a partir de aulas práticas de escrita e análises de textos, disponibilizar aos participantes ferramentas para que eles próprios construam seu método de escrita.

Conteúdo:

- Introdução: o que é um texto teatral contemporâneo?

- Análise de textos e prática de escrita conforme as ferramentas:

*O real na cena

*Texto auto-referencial

*Texto com múltiplas vozes

Valor: 180 reais

Inscrições até 4 de maio com 10% de desconto.

Breve currículo da ministrante:

Karine Cupertino é formada em Bacharelado e Licenciatura em Teatro pela UDESC. Dentro daa área de escrita teatral:

- Participou da oficina O lugar do texto no teatro contemporâneo com Moacir Chaves (2011)

- Participou da oficina de dramaturgia contemporânea com Grace Passô (Grupo Espanca! – 2011)

- Participou da oficina de dramaturgia contemporânea com Marcio Abreu (Companhia Brasileira de Teatro – 2011)

- Ministrou a oficina de dramaturgia na VIII Oficina Intensiva de Teatro (UDESC, 2011)

- Pesquisou como bolsista CNPq do professor Doutor Stephan Baumgärtel – linha de dramaturgia contemporânea (UDESC, agosto de 2010 a julho de 2011)

- Fez a direção e a dramaturgia da peça Pari Passu (2010)

- Integrou o núcleo de dramaturgia da peça Ímpeto (2009)

Fabrício Carpinejar cancela participação na Feira do Livro de Bento

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O escritor Fabrício Carpinejar escreveu neste domingo carta aberta à Coordenação da Feira do Livro de Bento Gonçalves cancelando sua participação no evento. A razão está na polêmica que teve início com a divulgação do cachê de R$ 170 mil pago ao patrono deste ano, o rapper Gabriel o Pensador.

Veja a íntegra da carta:

Querida Coordenação da Feira:

estou cancelando minha participação na 27ª Feira do Livro de Bento Gonçalves. Lamento fazer isso por todo amor que guardo pelos leitores da cidade.

É meu protesto pelo cachê absolutamente excessivo de R$ 170 mil destinado a Gabriel O Pensador. O artista (que eu admiro) não tem culpa de pedir o valor, porém a Prefeitura tem inteira responsabilidade de acatá-lo e não informá-lo da real capacidade cultural do município. O anúncio de pagamento ao músico é uma afronta às vésperas de pleito eleitoral.

Literatura não deve ser feita para atrair público, e sim para formar público.

Feira do Livro não é uma Oktoberfest, uma Fenavinho, uma plataforma popular de shows musicais e apresentações midiáticas. Feira é intensificar leituras em escolas e universidades ao longo do ano para propiciar debates e mesa-redondas com escritores durante uma semana.

Uma receita simples e imbatível: ler e comentar, ler e discutir, ler e produzir idéias coletivamente e transformar o pensamento.

O escândalo ? trazer grandes nomes com dinheiro público a preços estratosféricos ? é sempre a forma mais rápida de projeção nacional. A literatura é o modo mais lento, entretanto, com efeitos definitivos e perenes.

Quantas bibliotecas poderiam ser construídas com esse cachê? Quantas feiras poderiam ser realizadas com esse cachê?

Pense, querida coordenação, que o cachê é o equivalente a uma primeira parcela para fazer a Escola Municipal Infantil Paulo Freire, que acaba de ser inaugurada no Loteamento Panorâmico, no bairro São Roque, em Bento Gonçalves, para atender 240 crianças em turno integral.

Nas conversas telefônicas com a produção da Feira, aceitamos um valor padrão de R$ 1.000,00 (um mil reais), devido à alegação de que não haveria exceção, de que se tratava de uma regra extensiva aos demais participantes. A organização lamentou que não teria condições de exceder determinada quantia por limitação de orçamento. Vejo, infelizmente, que a Feira estava economizando com os autores gaúchos para pagar uma atração nacional.

Cuidado, a ilusão custa mais caro do que o sonho.

Grato,

abraço,

Fabrício Carpinejar

Fonte: Zero Hora

E a polêmica continua. leia mais…

Cartilha “Acesso à Informação Pública”

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A publicação, além de ser uma introdução à Lei que trata do assunto (nº 12.527, sancionada pela presidente da República em 18/11/2011), também destaca aspectos e vantagens de uma cultura de acesso, em detrimento à cultura do segredo.
O objetivo é ser uma ferramenta útil de trabalho aos servidores envolvidos no processo de atendimento à demanda da sociedade pelas informações produzidas e gerenciadas pelo Governo Federal.

Cartilha “Acesso à Informação Pública”

Fonte: SEPPIR

Programação XIV EREBD SUL

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28/04/2012 (Sábado)
8h às 17h – Credenciamento
18h – Palestra de abertura: A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO E O FUTURO! com: Prof. Francisco das Chagas de Souza – Professor de Biblioteconomia e do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFSC.
20h – Coffee break
22h – Confraternização

29/04/2012 (Domingo)
8h às 9h – Café da manhã
9h – Mini-curso: TEORIA E PRÁTICA EM INDEXAÇÃO E RECUPERAÇÃO DE FOTOGRAFIA DIGITAL com Camila Valerim e Thayse Hingst bibliotecárias da Tempo Editorial.
9h – Oficina: COMO ESCREVER UM ARTIGO CIENTÍFICO com Josué Salles e Hugo Avelar, bibliotecários e membros da Comissão Organizadora do XXXV ENEBD – Belo Horizonte.
11h – RELATOS DE PRÁTICAS PROFISSIONAIS com Renata Braz Gonçalves – Professora da FURG e coordenadora do projeto “Dinamização da biblioteca do Lar da Criança Raio de Luz” em Rio Grande e Cíntia de Azevedo Lourenço – Professora da UFMG e coordenadora do projeto “O carro-biblioteca da ECI/UFMG” em Belo Horizonte.
11h às 13h – Almoço no R.U.
13h – Apresentação de trabalhos
17h – Mesa Redonda: O FIM? OS RUMOS DOS ENCONTROS com Coord. Guilherme Martins – Graduado de Biblioteconomia UFSC e Membro da Executiva Regional Sul
17h às 19h – Jantar no R.U.
22h – Confraternização

30/04/2012 (Segunda-Feira)
8h às 9h – Café da manhã
9h – INICIAÇÃO CIENTÍFICIA x ESTÁGIOS com Narcisa de Fátima Amboni – Bibliotecária da UFSC e Gisela Eggert Steindel – Professora da UDESC
10h:30 – Mesa redonda: O ENGAJAMENTO POLÍTICO DO ESTUDANTE DE BIBLIOTECONOMIA E SUAS REPERCUSSÕES NA VIDA PROFISSIONAL com José Paulo Speck – Presidente da ACB e Vinicius Bueno – Graduando de Biblioteconomia da UEL
11h às 13h – Almoço no R.U.
13h – Apresentação de trabalhos
17h às 19h – Jantar no R.U.
19h – Plenária final
22h – Confraternização

01/05/2012 (Terça-Feira)
8h às 9h – Café da manhã
8h às 13h – Dispersão das delegações

Fonte: paginas UFSC